Redução de custos em processos logísticos: O entrave pode estar onde menos se espera

Sem dúvidas, o principal objetivo de um executivo de logística é a redução de custos, ainda mais em um cenário ainda mais desafiador como o que vivemos nos dias atuais. Redesenhar estratégias, economizar com processos logísticos e “pensar fora da caixa” é mais do que necessário.  Mas infelizmente muitos gestores acabam encontrando pela frente um entrave algumas vezes desconhecido e silencioso: o próprio time que compõe o departamento de logística.

Ao consultar a equipe, principalmente sobre o que poderia ser melhorado, a resposta invariavelmente é que “está tudo bem”, que “pouca coisa pode ser melhorada”. E quando perguntado sobre os atuais fornecedores logísticos, o trabalho é descrito como excelente ou à contento.

No entanto, se o executivo pede dados importantes como os valores detalhados de gastos com fretes, nível de serviço – seja para conferência ou para abertura de uma nova concorrência – a resposta demora demais a chegar (isso quando é passada) ou as informações não parecem ser confiáveis.  Estas situações são reais e encontramos muitas vezes no nosso dia a dia quando buscamos analisar e fazer um diagnóstico dos custos reais incorridos pelas empresas que nos procuram.

E por que será que isso acontece? Bom, nessa hora é preciso colocar o “dedo na ferida” e ter o máximo de transparência e sinceridade com a equipe. Um dos possíveis motivos é a equipe não estar, realmente, “ao lado” do gestor nos interesses em redução de custos e melhoria do nível de serviço, mas em outros interesses a serem defendidos.

O primeiro deles é, sem dúvidas, o receio de perder o trabalho. Ao expor informações que parecem ruins para a empresa, o colaborador tem medo de ser dispensado por aparentar mal desempenho ou negligência – só que muitas vezes a ‘culpa’ nem é do time, mas sim por um contrato que não foi bem negociado, ou um fornecedor que tem ligações com pessoas de dentro da empresa.  Quem nunca viu isso acontecer?

Outro motivo, dessa vez bem delicado, é que infelizmente uma prática absolutamente imoral, mas que ainda persiste no mercado é de que alguns fornecedores ‘recompensam’ alguns integrantes do time pela continuação do contrato sem o conhecimento dos gestores.  É claro que essas pessoas não terão nenhum interesse em tirar o parceiro para não perderem o “incentivo”.

O comodismo também é algo a ser levado em conta. Para que mudar se a transportadora atual teoricamente atende às expectativas?

Os exemplos mostrados acima são reais e, querendo ou não, só prejudicam a rentabilidade da empresa. Imagine que uma nova empresa, com uma solução inovadora, se apresente na empresa e precise analisar os custos de logística para demonstrar detalhadamente quanto dinheiro está na mesa, e que o seu serviço é capaz de reduzir estes custos sem nenhum tipo de risco. Ao receber dados errados, ‘puxados artificialmente para baixo’, a economia diagnostica poderá será bem menor que a realidade e, como resultado, a oportunidade pode ser ignorada.

Quem perde, com certeza, é a própria empresa!

É nessa hora que o executivo de logística precisa trazer todo o departamento para o seu lado. E a maneira mais efetiva é saber que resistências poderão existir, e gerenciar de forma transparente com a equipe e com o potencial novo parceiro.

Explicar a realidade da empresa, a importância de enxugar os custos. E que o objetivo real não é demitir, mas sim trazer inovação, papel que uma transportadora digital que opera com baixíssimos custos, cumpre muito melhor que uma transportadora tradicional.

Claro que mudar não é simples. O ser humano acaba se acomodando e às vezes respondendo mal às transformações, só que os benefícios serão muito maiores do que manter o paradigma utilizado anos a fio.

E como inovação faz parte do corebusiness de transportadoras digitais, estão disponíveis plataformas em tempo real onde é possível ter uma visão completa da operação, desde a oferta e contratação do frete à entrega da carga.

A utilização de processos digitais melhora o dia a dia de toda a equipe de logística, que terá muito mais facilidade para gerenciar as operações, mitigando riscos e reduzindo efetivamente os custos de transporte!

Ou seja: ao invés de atrapalhar, o novo parceiro irá melhorar a rentabilidade e o nível de serviço! Os envolvidos conseguirão desempenhar funções mais estratégicas, deixando no passado as dores de cabeça principalmente com a gestão dos fretes.

Os gestores não podem deixar que pessoas sejam o entrave para o crescimento. Ao trazê-las para o seu lado os processos serão, inclusive, mais transparentes. E quem vai ganhar, no final, é a própria empresa.

* Artigo escrito por Jarlon Nogueira, CEO da AgregaTech – empresa de tecnologia que oferece soluções inovadoras de logística de transporte para a indústria. Mais informações em http://agrega.tech