Business Intelligence para as massas*

No meu dia-a-dia uma das tarefas mais importantes é ser solicitado a ir até as empresas a fim de compreender como funciona o gerenciamento das informações e depois expor minhas sugestões de implementação e melhorias, em relação ao Business Intelligence (BI), no cliente. Nessas minhas visitas tenho verificado muitas mudanças sobre o BI no cenário organizacional, principalmente, em grandes empresas. 

 Antigamente, quando o BI surgiu, as empresas adotavam o sistema para que os diretores do alto escalão, os tomadores de decisão, tivessem a mão dados numéricos e recursos gráficos para traçar as melhores estratégias e decidirem pela atitude mais acertada a tomar. Entretanto, isso vem mudando. Hoje as empresas começam a utilizar o BI para apoiar todo o processo de negócio, ou seja, o BI torna-se uma ferramenta de uso geral nas corporações, passando a ser massificado.

Essa mudança na forma de utilizar o BI nas empresas foi apontada há tempos atrás por um dos diretores de pesquisa do IDC e que vem tornando-se realidade. “BI não significa somente ceder informações às pessoas, mas gerar apoio a qualquer decisão corporativa, de todos os departamentos e níveis hierárquicos. Pode gerar receita até mesmo usado externamente”, explicou Dan Vesset, diretor de pesquisas de Analytics & Data Warehousing da IDC Corp. 

E como fazer com que todos utilizem o BI? Por meio de um treinamento adequado aos profissionais das empresas, que agora passam a inserir os dados dentro do sistema e também sentem a necessidade de consultar as informações. Essa nova fase do BI é conceituada como Intelligente Process Automation (IPA) e possibilita automatizar todas as decisões operacionais diárias, gerando vantagens para empresas como agilidade e redução de custo.

Outra tendência amplamente divulgada é que as empresas estão investindo fortemente em BI e estão realmente acreditando na sua eficiência e eficácia. Tanto é que pesquisas divulgadas recentemente apontam esse movimento no mercado de TI. Segundo dados do Gartner, as empresas latino-americanas devem investir em TI, este ano, 5,44% a mais do que o registrado em 2006. Deste total, o Brasil deve ser responsável por 8,38%, seguido pelo México com 4,73%. E as três tecnologias mais citadas pelos CIOs da região como alvo dos investimentos foram: storage e virtualização, Business Intelligence (BI) e aplicações de negócio, respectivamente. 

* Marcos Abellón - Diretor Geral da W5 Solutions, empresa recentemente premiada pela Microsoft por uma de suas soluções de Business Intelligence (BI)


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