Estratégias para selecionar um fornecedor de TI para TI*

 

As desenvolvedoras de softwares tendem a ter uma postura autosuficiente no desenvolvimento de sistemas. Uma vez definida a linguagem de programação, as funcionalidades são agregadas através de desenvolvimento próprio ou através da contratação de uma fábrica de software, que segue as especificações fornecidas.


Por outro lado, a concorrência dos grandes fornecedores força as empresas de TI de menor porte a focarem em mercados que necessitem especialização, que pode ser o segmento de mercado, a região de atuação ou outros fatores. Ao se especializarem, estas empresas desenvolvem uma vantagem competitiva que as grandes não conseguem bater. Para estas organizações, a postura autosuficiente consome energia e recursos que poderiam ser aplicados em seu próprio produto.

No mercado há exemplos clássicos de empresas que se especializaram em fornecer TI para TI, como o mundialmente conhecido InstallShield®, que fornece uma solução completa para automatizar todo o ciclo de organização, distribuição e instalação de softwares.

É possível produzir softwares para agregar funcionalidades complexas a um ERP. Dessa forma, os custos serão diluídos em uma base de usuários muito maior do que o conjunto de clientes de um único ERP, o produtor de sistemas de gestão conseguirá manter o foco em sua especialização, e ainda, evitará desviar energia com necessidades e obrigações que não fazem parte dos diferenciais competitivos.

Para se tornar um bom fornecedor de TI para TI é necessário seguir algumas diretrizes:

1.       Manter o foco nas necessidades do cliente que, neste caso, são as empresas de TI e não os clientes finais;

2.       É importante que o fornecedor não desenvolva produtos concorrentes aos de seus clientes;

3.       É conveniente que o fornecedor não tenha contato com o usuário final do cliente, ou seja, com o cliente do cliente;

4.       A documentação desenvolvida pelo fornecedor deve ser dirigida ao segundo nível, uma vez que os clientes são consultores ou desenvolvedores;

5.       É importante que o fornecedor faça a “parte difícil” do que está sendo oferecido, pois é esta parte que consome recursos e é desta tarefa que o seu cliente quer se livrar;

6.       Lembrar-se que a solução oferecida, certamente, será adotada em todos os clientes da produtora de sistemas de gestão. Portanto, é aconselhável oferecer a solução mais completa possível, no tocante a abrangência, flexibilidade, customização, escalabilidade, replicação, distribuição de atualizações, gerenciamento de versões, contingência, backup e recuperação.

7.       Ter as fronteiras da solução muito bem definidas, pois sendo cliente e fornecedor integrados na solução, se os limites não estiverem claros, ambos podem vir a assumir responsabilidades não previstas.

Portanto, ao planejar uma nova funcionalidade para o seu sistema integrado de gestão, avalie se deve desenvolver com recursos próprios ou adotar um fornecedor que tem a solução em forma de produto. Os benefícios são imediatos: menor tempo de entrega; maior velocidade de atualizações; melhor qualidade do produto final; e maior retorno do investimento.

*Por Carlos Duenas, diretor de produtos da Vinco Soluções Tecnológicas – empresa  brasileira especializada no fornecimento de soluções NF-e, CT-e e SPED para empresas de TI.

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