Como a inteligência artificial serve de apoio a educadores, palestrantes e em empresas*

A transmissão de conhecimento, que revela tanto sobre os valores e ideias que regem as sociedades, ganhou novas abordagens e uma delas, a inteligência artificial (IA), tem sido uma potente ferramenta na mão de educadores, gestores em empresas e desenvolvedores de talentos. Vivemos em uma era da superinformação, em que a internet se projeta como um espaço de produção e compartilhamento de informações, por vezes desorganizadas e sem filtros.

No Brasil, são 116 milhões de pessoas conectadas à rede, segundo o IBGE, e 220 milhões de smartphones ativos, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. É fato que estamos acessando dados. Mas, que tipo de conteúdo? Como eliminar os ruídos, a informação errada, incompleta ou que não satisfaz nossa curiosidade?Penso que as respostas passam pela convicção de que a tecnologia pode ser não só causadora de desinformação, mas importante aliada no processo de organização de informações. Sendo assim, ela deve ser aplicada justamente para contribuir com nosso potencial de aprendizado.

E a inteligência artificial tem dado importantes passos nesse sentido. Estamos, cada vez mais, assistindo ao surgimento de ferramentas de apoio tais como: tutorias inteligentes, ambientes imersivos com avatares 3D, de professores e alunos. Práticas que podemos aproveitar para aperfeiçoar nossa atuação no campo do trabalho e dos estudos.

Há softwares no mercado, por exemplo, que servem como um consultor virtual de conteúdo de aprendizagem. Eles categorizam e apresentam assuntos com base no perfil cadastrado por um usuário e são capazes de identificar a melhor trilha de aprendizagem até a certificação ou formação necessária para cada pessoa. Basta que, para isso, o sistema seja informado sobre suas habilidades, seus interesses e necessidades. Tudo isso alimenta o programa para que ele passe a sugerir jogos, podcasts, vídeos no Youtube, artigos, blogs e livros que contemplem o tema desejado, de modo personalizado.

– Inteligência artificial a serviço da educação

Uma empresa na Nova Zelândia também apostou em IA dentro de sala de aula com crianças. Ela desenvolveu Will, um professor avatar de inteligência artificial, que aparece no tablet e no celular do aluno para orientá-lo sobre o uso consciente de energia elétrica. A ideia é que Will não só transmita informações, mas que reveja o conteúdo com cada criança, e faça isso de maneira cativante, por aliar tecnologia e conhecimento.

Da mesma forma, professores e palestrantes também podem se beneficiar com os robôs inteligentes. Foi criado um software que simula uma sala de conferência ou de aula que, nos 2 minutos iniciais, consegue fazer uma análise de desempenho do usuário, identificando vícios de linguagem, avaliando o tipo de comunicação corporal, a cobertura visual da sala, entre outros quesitos que interferem em seu poder comunicacional quando estiver na frente de pessoas reais.

Quando falamos de uma sala de aula do futuro, estamos nos referindo ao emprego dessas novas tecnologias, que pode ser utópico, inalcançável, para alguns, mas que já se mostra como potência para modificar o sistema educacional no Brasil e no mundo. Aplicar a IA à aprendizagem é a prova de que os recursos não surgiram para tornarem somente os robôs mais inteligentes, mas para nos tornar mais inteligentes e competentes também.

*Luiz Alexandre Castanha é diretor-geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais

 

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